Polícia

Professores são alvo de ameaças em escola na zona Leste de Porto Alegre

Grupo docente pretende fazer paralisação de atividades na EMEF Deputado Marcírio Goulart Loureiro

Professores afirmam ter sido alvo de ameaças , nesta quinta-feira, na Escola Municipal Deputado Marcírio Goulart Loureiro, em Porto Alegre. Também houve intimidações contra o vice-diretor.

Localizada no bairro Coronel Aparício Borges, na zona Leste, a instituição de ensino fundamental é palco recorrente de hostilidades. Os funcionários dizem sofrer ataques quase todos os dias.

Os agressores seriam pais e mães do conselho escolar da unidade. Eles teriam sido proibidos de frequentar os corredores do local, por determinação da Secretaria Municipal de Educação (Smed), mas a medida não teve efeito prático.

Nesta manhã, de acordo com funcionários, a situação saiu do controle durante reunião. Um pai teria feito menção de agredir o vice-diretor, o que só não ocorreu por conta da intervenção de outros profissionais da escola.

Uma testemunha, sob condição de anonimato, confirmou que o grupo de pais fez ameaças contra professores. “Trabalho há anos no ensino municipal, mas ainda não tinha presenciado uma situação tão violenta. Temo pela minha segurança e a da minha família”, disse, com medo de revelar o nome.

Foi preciso chamar a Guarda Municipal para conter o tumulto. O efetivo ainda estava de prontidão no local até o momento desta publicação.

Em nota, a Smed informou que acompanha o caso e enviou equipes da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes e Violência Escolar (CIPAVE) da Direção Pedagógica da pasta para verificar a situação. O comunicado destaca que estão agendadas reuniões, em separado, com a direção e com os pais e responsáveis por alunos da instituição, garantindo também que busca encontrar uma solução para a questão de forma mais breve possível.

Leia a nota da EMEF Deputado Marcírio Goulart Loureiro


Hoje, 29 de agosto de 2024, na manhã de quinta feira, representantes do segmento pais do Conselho Escolar da EMEF Deputado Marcírio Goulart Loureiro entraram em confronto com a direção da escola, os ânimos ficaram acirrados, gritos podiam ser ouvidas pelos corredores e ameaças graves foram proferidas. O ocorrido se deu em um prédio com salas de aula e circulação de adolescentes. É inadmissível que dada situação ocorra em um ambiente escolar, sobretudo no caso dessa instituição, na qual trabalhamos cotidianamente para desarticular a linguagem violenta e criar uma cultura de paz. Todo esse esforço da equipe pedagógica da escola precisa ser praticado pela comunidade escolar como um todo, sob pena de perpetuarmos as práticas violentas que combatemos diariamente. Repudiamos, portanto, os atos de violência que presenciamos hoje e reiteramos que a prática pedagógica requer respeito, paz, colaboração e diálogo. Nesse sentido, necessitamos de ações efetivas que garantam a paz na escola, tais como: que a presença de pais e responsáveis na escola se dê mediante agendamento e/ou para atendimento aos setores da Escola e que o agressor, hoje representante do segmento pais no Conselho Escolar, seja substituído por um ou uma representante que preze pelo diálogo e resolução pacífica das divergências.

Coletivo Docente da EMEF Dep. Marcírio Goulart Loureiro