Polícia

Promotor descarta crime eleitoral em caso de suposta espionagem na Casa Militar

Duas assessoras do governo estadual serão ouvidas pelo Ministério Público

O promotor Ministério Público de Canoas Amilcar Macedo descartou que o caso de suposta espionagem através do sistema de Consultas Integradas na Casa Militar tenha motivação político-eleitoral. Ele investiga ainda a cobrança de propina a empresários de casas de bingos em Canoas.

De acordo com as apurações, o sargento César Rodrigues de Carvalho, que era responsável pela Seção de Inteligência na Casa Militar, cobraria propina de empresários. “Descartamos, até agora, crime eleitoral”, disse o promotor. Amilcar Macedo não chegou a encontrar indícios que comprovem a finalidade da extorsão aos donos de bingos clandestinos em Canoas. No entanto, ressaltou que o dinheiro não foi recolhido para campanhas eleitorais no Estado.

O Ministério Público espera ouvir ainda nesta semana duas assessoras do Palácio Piratini apontadas pelo sargento como partícipes nas irregularidades de espionagem. Ele aguarda quatro depoimentos para concluir a investigação. O Poder Judiciário deve receber a denúncia do Ministério Público no mês de novembro.

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