A promotora de Justiça Lúcia Callegari deve começar a ouvir nesta terça-feira as gravações das escutas telefônicas dos suspeitos pelo assassinato do ex-secretário municipal da Saúde Eliseu Santos. Não estão previstos, por enquanto, novos depoimentos. São aguardados resultados de investigações complementares e a remessa de documentos que Lúcia teria pedido à prefeitura, à Junta Comercial, à Polícia Federal e ao INSS.
Lúcia disse que ainda não verificou se existe relação entre o Instituto Sollus - empresa paulista investigada pela Polícia Federal por desvio de verbas na prefeitura - com a empresa de vigilância Reação. No entanto, investigou os proprietários da Reação quanto à morte de Eliseu.
Policiais militares comentaram nesta terça-feira que a Agência Regional de Inteligência teria ajudado o MP nas investigações do crime - informação negada pela promotora de Justiça.
Eliana Matté, advogada do proprietário da empresa de vigilância, José Renato Hardoff de Mello, não obteve resposta para o seu pedido de relaxamento de prisão, feito à 1ª Vara do Júri do Foro de Porto Alegre. Mello é apontado pelo Ministério Público como suspeito de mandar assassinar Eliseu Santos.
“A apreciação do pedido deverá ocorrer quarta-feira”, ponderou a advogada. “Mesmo que seja negado o pedido, eu preciso de uma resposta para dar o passo seguinte”, justificou Eliana Matté.
Promotora ouve gravações do Caso Eliseu
Novos depoimentos ainda não estão previstos