Polícia

Promotoria denuncia seis por assassinato de delator do PCC em SP

Antonio Vinícius Gritzbach foi executado Aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024

Aeroporto de Guarulhos é cenário de execução
Aeroporto de Guarulhos é cenário de execução Foto : Miguel Schincariol / AFP / CP

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou nesta segunda-feira, 17, três policiais militares por suspeita de envolvimento no assassinato de Antonio Vinícius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) executado a tiros de fuzil na saída do Aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024. Foram denunciados Denis Antônio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva.

O Estadão busca contato com as defesas. O Ministério Público afirma que eles aceitaram 'promessa de recompensa para a execução e participação no crime' e agiram 'como verdadeiros mercenários e matadores de aluguel'. Também foram denunciados Kauê do Amaral Coelho, o 'Jub', Diego dos Santos Amaral, conhecido como 'Didi', e Emílio Carlos Gongorra Castilho, vulgo 'Cigarreira', todos apontados como integrantes do PCC. A denúncia atribui a eles o crime de homicídio qualificado por motivo torpe, perigo comum (quando um número indeterminado de pessoas é colocado em risco), mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e com emprego de arma de fogo de uso restrito.

Motivação

O Ministério Público concluiu que o crime aconteceu em 'represália por conta de desavenças relacionadas à lavagem de dinheiro e, ainda, a algumas mortes de integrantes do PCC'. Griztbach era uma espécie de operador financeiro da facção. Ele agia como 'laranja' na compra de imóveis e em investimentos financeiros.

Veja o que o Ministério Público atribui a cada denunciado: - Denis Antônio Martins: Cabo da Polícia Militar, Denis é apontado como um dos executores. - Ruan Silva Rodrigues: Soldado da PM, Ruan também foi denunciado como atirador. - Fernando Genauro: Tenente da PM que teria levado Denis e Ruan até o aeroporto. - Kauê do Amaral Coelho: Teria atuado como olheiro no dia do crime. Segundo o Ministério Público, ele transmitiu informações do 'posicionamento da vítima em tempo real'. 'Visando cumprir sua missão, o denunciado monitorou os movimentos de Vinicius desde o desembarque, mantendo-se distante, entretanto, sem perder contato visual, e comunicando-se via aparelho celular com terceiros', diz a denúncia. - Diego dos Santos Amaral e Emílio Carlos Gongorra Castilho: O Ministério Público afirma que foram eles que 'angariaram o auxílio' de Kauê para monitorar Gritzbach.

Veja Também