Polícia

Proposta da Polícia Federal de fechar seu posto de fiscalização na aduana internacional de Porto Xavier preocupa e provoca protestos

Autoridades mobilizam-se para evitar fechamento da unidade

A proposta da Polícia Federal de fechar seu posto de fiscalização na aduana internacional de Porto Xavier vem provocando protestos das autoridades. O prefeito Vilmar Kaiser disse, na última segunda, ser inadmissível a integração com a Argentina e outros países do Mercosul sem a presença de órgãos federais. A decisão foi comunicada pela superintendência da PF no estado e ocorreu devido ao corte no orçamento do Ministério da Justiça e da Polícia.

Em Porto Xavier, são dois agentes, lotados na delegacia de Santo Ângelo, que trabalham na fiscalização aduaneira. "Com o corte no orçamento, a PF não teria dinheiro para diárias dos seus servidores", afirma Kaiser. O prefeito participou, na semana passada, de audiência com o superintendente estadual da PF, delegado Ildo Gasparetto. Inicialmente, a intenção era fechar o posto na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina no último domingo. No entanto, Gasparetto informou ao prefeito de Porto Xavier que o serviço está garantido até o final do mês. Desde ontem, a Polícia Federal mantém apenas um agente no local, ficando a delegacia de Santo Ângelo - a 130 quilômetros de distância - de prontidão, caso necessário.

Para tentar reverter a situação, Kaiser está enviando correspondência aos deputados federais da região Noroeste. "Estou pedindo aos deputados Elvino Bohn Gass, do PT, Darcísio Perondi e Osmar Terra, do PMDB, para que garantam, junto ao Ministério da Justiça, a permanência do serviço", diz o prefeito.

Para o chefe do Executivo de Santo Ângelo e presidente da Fundação de Turismo das Missões, Eduardo Loureiro, o fechamento trará grande prejuízo, principalmente aos turistas. "É uma questão de segurança, não haverá mais controle ou fiscalização em relação ao tráfico de drogas, por exemplo", afirma.

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