Foram apreendidos 1,3 tonelada de açúcar, 275 quilos de cidrato de sódio e grande quantidade de estabilizante, produto somente permitido nas indústrias de laticínios, além de 49 baldes e 8 quilos de nata. Os produtos eram usados para a produção de leite artificial. O promotor de Justiça de Casca, Donásio Sobiesiak revelou que a Força Tarefa vinha investigando a falsificação há quase um ano.
Segundo ele, as suspeitas aumentaram, após ter sido constatado que o número de vacas existente na propriedade seria insuficiente para produzir a quantidade entregue diariamente, que girava em torno de 4.700 a 5 mil leitos. O promotor afirma que a propriedade tem menos de 100 vacas leiteiras, quando para produzir a quantia entregue diariamente, seria necessário o dobro de animais.
O promotor Donásio Sobiesiak informou que, até o momento, ninguém foi preso. Os suspeitos – pai e dois filhos –, fugiram durante a aproximação da polícia. Segundo ele, os três vão responder por crime contra a saúde pública, sonegação fiscal, entre outros. O leite falsificado tinha como destino duas indústrias, uma em Flores da Cunha e outra em Guaporé, que recebiam o produto sem saber da fraude.
Os suspeitos faturavam entre R$ 140 e R$ 150 mil mensalmente com a falsificação. Dois dos suspeitos já têm antecedentes policiais. Em abril do ano passado, eles foram presos em flagrante pelos agentes da Delegacia de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas-Defrec de Passo Fundo com duas cargas de produtor veterinários roubados.