De acordo com a delegada, esse não é o primeiro caso de morte no parque. "Quem mantém um parque como este assume o risco de matar."
A delegada Adriana informou que quando o parque, que é itinerante, estava na Abolição, zona Norte do Rio, também ocorreu uma morte. Segundo ela, o adolescente Robson Costa, de 14 anos, teria morrido por conta das péssimas condições dos brinquedos. Além desse caso, há ainda contra o parque outras ocorrências com feridos em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Falta de manutenção contribuiu para o acidente
De acordo com o engenheiro mecânico do Crea-RJ, Jaques Sherique, que fez perícia no parque nesta segunda-feira, o carrinho não se soltou, como se fosse um problema de fabricação do brinquedo. "Dada a falta de manutenção do parque, o carrinho literalmente quebrou", analisou.
Segundo a delegada, as análises preliminares da perícia e da própria delegada mostram que o brinquedo estava em mau estado de conservação. Adriana vai ouvir testemunhas e as vítimas feridas no acidente nesta tarde. Ela também vai chamar o engenheiro responsável pelo parque para depor.
Conforme Adriana, o documento do engenheiro responsável pelo parque diz que o brinquedo estava em bom estado de conservação, o que contrasta com a situação verificada por ela e pelos peritos. "Quero um posicionamento do engenheiro para contestar o que a perícia viu. No documento ele diz que (o brinquedo) estava em bom estado, mas não estava."
O laudo definitivo sobre o acidente deve sair em dez dias. Neste domingo, a prefeitura informou que o parque não tem autorização para funcionar.
Enterro
O corpo da estudante Alessandra da Silva Aguilar foi enterrado às 10h30min no cemitério de Inhaúma, zona Norte. Dos dez feridos, cinco deram entrada nos hospitais Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, zona Oeste, e Miguel Couto, na Gávea, zona Sul. Duas vítimas estão em estado grave.