Polícia

Proprietário de mercado é morto durante assalto em Erechim

Celestino Rech, de 66 anos, foi alvejado com um tiro no pescoço

Mercado foi assaltado no bairro Roselândia, em Erechim
Mercado foi assaltado no bairro Roselândia, em Erechim Foto : Egídio Lazzarotto / Especial CP
Um assalto terminou em tragédia nesta sexta-feira, em Erechim, no Noroeste do Estado. Um homem armado invadiu um mercado na esquina das ruas Augusto de Carli e José Reinaldo Angonese, no bairro Roselândia, e anunciou o roubo. Antes de fugir do local, ele disparou um tiro que atingiu o pescoço do sócio-proprietário do estabelecimento, Celestino Rech, de 66 anos.

Conforme o delegado titular da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), Gustavo Ceccon, o criminoso teria chegado ao estabelecimento com um comparsa, em uma moto. Um dos indivíduos entrou no mercado, rendeu a caixa e exigiu que ela colocasse todo o dinheiro na mochila que ele carregava. Ainda segundo informações levantadas pela Polícia Civil, quando o bandido já estava saindo, Celestino apareceu e perguntou o que estava acontecendo. Neste instante, mesmo sem ter esboçado reação para impedir o assalto, foi alvejado. Na fuga, o assaltante abandonou a mochila com o dinheiro e um capacete.

A vítima foi socorrida pelo Samu e encaminhada ao Hospital de Caridade, mas não resistiu ao ferimento e faleceu poucos minutos depois. A esposa de Celestino também precisou de atendimento médico, já que testemunhou o crime e ficou em estado de choque. A Brigada Militar foi acionada e com o apoio de equipes da Polícia Civil realiza buscas pelo autor do disparo, mas ele não havia foi localizado. “Pelo cenário que encontramos e o relato de testemunhas, acreditamos que o autor seria inexperiente e estaria bastante nervoso”, afirmou o delegado.

O local foi isolado. O IGP (Instituto Geral de Perícias) de Passo Fundo realizou levantamento no local e o Grupo de Investigação Especial de Erechim (GIEE) assumiu a investigação. Celestino Rech era casado e deixa dois filhos. Este foi o quarto assalto ao mercado, em 17 anos. Três deles aconteceram no último um ano e meio. A polícia trabalha com a hipótese de um suspeito, mas preserva o nome para não atrapalhar as investigações.

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