De acordo com o delegado, para obter um preço de produção de queijo mais baixo, era retirado dos caminhões uma certa quantidade de leite, que seria desviada para a fábrica de queijos. A quadrilha então repunha a quantidade retirada com soro, misturado a soda cáustica e água oxigenada, extremamente nocivas.
Oliveira contou que a chamada Operação Longa Vida, semelhante a operação Ouro Branco realizada em Minas Gerais, teve início há dois meses após denúncias de pessoas que trabalhavam na área e conheciam o esquema. Até o momento, estima-se que mais de 2 milhões de litros tenham sido adulterados.
Com as prisões, foi encerrada a primeira fase da operação. Agora a polícia, junto com a Agência Sanitária, quer saber como o leite adulterado teria passado desapercebido pelos produtores de laticínio. A polícia também pretende verificar a existência de outros casos de adulteração.