Cunha contou que o crime ocorreu por volta das 2h30min, na rua Júlio de Castilhos, quando o grupo explodiu um terminal eletrônico da agência bancária. "Dois policiais, que dormiam no batalhão no momento do ataque, acordaram com a explosão e foram verificar o que ocorria. No instante em que o primeiro policial apareceu na rua, o grupo começou a atirar e, em seguida, o colega de pelotão se juntou ao tiroteio e começou a revidar", disse.
O capitão revelou que a quadrilha contava com armamento pesado. "Eles tinham fuzis nas mãos, tanto que recolhemos cápsulas de 556 e 762. Essas são armas de uso restrito", acrescentou. Segundo Cunha, a troca de tiros ficou ainda mais intensa quando outros dois policiais militares foram acionados. "Eles estavam um pouco mais distantes do banco e atendiam a uma ocorrência de embriaguez. Assim que receberam o chamado, eles foram para lá", explicou.
Com a chegada da guarnição motorizada, os criminosos ficaram acuados e decidiram fugir. "Um deles teria se ferido durante a ação e avisou os comparsas que não poderia continuar no tiroteio. O tiroteio durou de dois a três minutos, mas pareceu uma eternidade para nós. Ainda bem que nenhum civil ou policial se feriu. Os criminosos saíram do local em um Hyundai i30 prata e em um Uno Mille branco. Acreditamos que uma moto também foi usada como batedor", completou Cunha.
Cunha afirmou que a quadrilha utilizou a ERS 020 para fugir e pode ter seguido para a Rota do Sol, Taquara ou Canela. "Imaginamos que a cidade de Canela seja uma alternativa mais remota para eles. Estamos realizando buscas, principalmente em estradas vicinais. Hospitais da região já foram alertados e já entramos em contato com a Polícia Civil", disse.
Uno já foi visto na região
O capitão da Brigada Militar (BM) Pedro Alexander da Cunha esclareceu ainda que a quadrilha parece ter crescido nos últimos meses. "Não é a primeira vez que registramos o Uno Mille em São Francisco de Paula. Ele já foi utilizado em assaltos menores, como em padarias e em supermercados. Ao que tudo indica, o grupo evoluiu e buscou gente qualificada para atacar bancos", avaliou.