Escondido atrás de um veículo no outro lado da rua, distante 50 metros dos criminosos, ele registrava a fuga da quadrilha, que estava armada de fuzis, metralhadoras e pistolas, com toucas ninjas, roupas camufladas e coletes à prova de balas. Um dos criminosos percebeu a filmagem e atirou de metralhadora, atingindo a câmera do cinegrafista. Gutierrez não ficou ferido.
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“Nossa empresa é próxima do banco. Me escondi atrás de um carro para me proteger enquanto fazia as imagens. Tentei me aproximar para pegar o melhor ângulo. Eles gritaram pra mim ‘sai fora’. Fiquei no local e eles começaram a atirar em nossa direção. Uma bala acertou o para-brisa do carro, varou e atingiu minha câmera. Foi Deus que me salvou. Na hora pensei que seria atingido”, recordou o cinegrafista.
O assalto durou cerca de 30 minutos, sendo recolhido o dinheiro do cofre do banco, que já tinha sido alvo de ação semelhante em 2009. A quadrilha, que chegou à cidade em um Fiat Strada, de cor branca, usou cerca de 20 funcionários do banco e clientes como “escudos humanos” em frente à agência.
Cinco reféns foram colocados na carroceria de uma caminhonete S10. Entre eles estava o gerente da agência bancária. Todos foram libertados na rodovia MT 249, no sentido a São José do Rio Claro, um pouco antes do rio Arinos. Segundo uma testemunha, os bandidos entraram em uma estrada vicinal e desapareceram. Há suspeita de que possam até ter escapado em uma embarcação. Mais de 50 policiais militares e civis participavam na manhã deste sábado das buscas nos matagais da região.