O comandante-geral da Brigada Militar, coronel João Carlos Trindade, revelou detalhes sobre a quadrilha suspeita de roubar uma agência bancária na madrugada desta sexta-feira em Barra do Ribeiro. Segundo Trindade, o grupo é composto de cinco a oito homens fortemente armados que usam explosivos para abrir cofres.
Trindade também confirmou que a quadrilha é responsável por outros sete assaltos semelhantes desde o início do ano. Em entrevista à Rádio Guaíba, o comandante da BM afirmou ainda que, em três delas, não houve troca de tiros. O coronel destaca o roubo de 100 kg de dinamite no começo do mês de um local não revelado em Pelotas. “Esse material está desaparecido, o que gera preocupação”, afirma.
Já delegado Juliano Ferreira, da Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), informou que, pelas munições encontradas no local, a polícia constatou que foram utilizadas pelo menos uma espingarda calibre 12, uma metralhadora AR15 e um fuzil FAL 762. Um advogado de 28 que testemunhou o assalto e não quis se identificar disse também que os bandidos usavam toucas ninja.
Assalto
O roubo à agência bancária do Banco do Brasil aconteceu no começo da madrugada, quando um grupo de assaltantes atirou contra a porta da agência, intimidando um vigia que estava no local. Depois de rendê-lo, os bandidos entraram no local e usaram dinamites para explodir o cofre. Não há informações sobre a quantia em dinheiro roubada.
Na fuga, um policial militar da cidade, identificado como Eliton Ricardo Borba Ilha, de 33 anos, foi baleado no braço por tiros de fuzil e encaminhado ao Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre (HPS).
De acordo com a Brigada Militar de Barra do Ribeiro, as buscas se concentram em estradas vicinais no município, Sertão Santana, Barão do Triunfo e Mariana Pimentel. Pelo menos nove viaturas do Batalhão de Operações Especiais (BOE) com 36 homens, um helicóptero do Batalhão de Aviação da Brigada Militar e uma viatura da Polícia Federal participam da operação.
Dinamite
No dia 30 de abril, trabalhadores de uma pedreira deram falta de uma quantidade expressiva de dinamite. O furto foi comunicado à Brigada Militar no dia 4 de maio, que repassou o caso para a Polícia Federal. Conforme o comandante do 4° Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente coronel Eliseu Vedana, foram furtados 100 kg de dinamite.
“Esta foi a informação que os donos da pedreira nos repassaram. Nosso serviço de inteligência está em contato com a Polícia Federal para que consigamos chegar aos autores do furto”, disse.
Reunião
A cúpula da Brigada Militar deve se reunir hoje com representantes das polícias Civil, Federal e Rodoviária Federal para definir estratégia conjunta para evitar ataques a bancos com explosivos em pequenos municípios do interior do Estado. Segundo o coronel Trindade, a principal estratégia para combater esse tipo de crime é através da articulação operacional.
Quadrilha de assaltos a banco tem entre 5 e 8 homens, diz BM
Comandante-geral descreve grupo suspeito de ataque em Barra do Ribeiro