Polícia

Quadrilha de furto de caminhões teria causado prejuízo de até R$ 10 milhões

Polícia Civil realizou investigação durante oito meses para desmantelar grupo criminoso

Quadrilha de furto de caminhões teria causado prejuízo de até R$ 10 milhões
Quadrilha de furto de caminhões teria causado prejuízo de até R$ 10 milhões Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP
A quadrilha de furto de caminhões, alvo da Operação Tonelada da Polícia Civil, teria causado um prejuízo entre R$ 5 milhões a R$ 10 milhões a transportadoras e empresas que trabalham com logística no Estado. A informação é do coordenador da ofensiva, o delegado Thiago Lacerda. Segundo a Polícia Civil, a ação só pôde ser deflagrada após oito meses de investigações, iniciadas a partir de uma série de furtos de veículos não solucionados na região Metropolitana. Pelo menos 15 pessoas já foram presas.

A Operação Tonelada tem o objetivo de cumprir 37 mandados de busca e apreensão e 18 de prisão. As cidades de Sombrio e Tijucas, em Santa Catarina, também foram alvo da ação, que conta com a participação de 160 policiais. A ofensiva foi deflagrada em pelo menos 15 cidades do Rio Grande do Sul: Alvorada, Barra do Ribeiro, Cachoeirinha, Campo Bom, Canoas, Esteio, Farroupilha, Gravataí, Guaíba, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Porto Alegre, São Leopoldo, Sapucaia e Taquari.  

Os furtos de caminhões começavam através dos chamados "puxadores", responsáveis por buscar os veículos previamente encomendados. Depois que os crimes eram cometidos, eram enviados para outros locais, onde os sinais do GPS eram desativados. 

Thiago Lacerda relatou à Rádio Guaíba que a intenção da ofensiva é desmantelar uma organização criminosa que fazia até extorsões. "É uma operação bem grande no sentido de desbaratar esta organização criminosa que interceptava caminhões e realizavam desmanches", acrescentou. De acordo com a Polícia Civil, os criminosos chegavam a arrecadar até R$ 30 mil em extorsões.

Transporte para Santa Catarina na madrugada

Quando não eram usados para extorsões, os caminhões seguiam para sítios, onde suas cabines eram desmembradas e transportadas em caminhões-baús, que seguiam até Santa Catarina. Para chegar ao estado vizinho, os criminosos montavam uma verdadeira operação com direito a batedor. Um carro viajava quilômetros à frente, enquanto outro motorista levava o caminhão furtado. A atividade da Polícia Rodoviária Federal (PRF) também era monitorada e a maioria das viagens ocorria durante a madrugada, período em que há menos fiscalização.

Lacerda explicou ainda que o grupo criminoso também roubava cargas, segundo a investigação. "O objetivo principal era encontrar caminhões específicos, mas eles também se apropriavam da carga e usavam para o crime, repassando para outras pessoas. Temos 20 suspeitos investigados e outros serão identificados hoje", contou.