Polícia

Quadrilha de roubo de cargas faturou R$ 2 milhões em quatro ataques

Grupo foi alvo de operação que percorreu nove cidades gaúchas

Grupo foi alvo de operação que percorreu nove cidades gaúchas
Grupo foi alvo de operação que percorreu nove cidades gaúchas Foto : Youtube / Reprodução / CP
A quadrilha especializada em roubos de cargas, alvo da operação TNT deflagrada nesta quarta-feira pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), faturou cerca de R$ 2 milhões em quatro ataques realizados em Novo Hamburgo e São Leopoldo, no Vale dos Sinos. De acordo com informações da Polícia Civil, durante a ofensiva de hoje, cinco pessoas foram presas, incluindo um comprador de um smartphone roubado. 

O trabalho investigativo começou em 23 de março, quando uma transportadora de Novo Hamburgo foi atacada. Um dia depois do assalto, policiais conseguiram recuperar no bairro Santo Afonso 95% da carga que havia sido levada. Dois homens foram presos na ocasião. A operação TNT foi iniciada no começo da manhã desta quarta e passou por Campo Bom, Canoas, Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Santa Maria, São Leopoldo, Taquara e Viamão, além de Criciúma, em Santa Catarina.

Em torno de 150 policiais civis cumpriram 28 mandados de busca e apreensão e de outros seis mandados de prisão temporária, além de 20 mandados de condução coercitiva de pessoas que adquiriram os iPhones 5s roubados no ataque à transportadora de Novo Hamburgo. Nesta manhã, os agentes recuperaram 17 dos 20 aparelhos roubados, avaliados em R$ 1,3 milhão, sendo que os compradores prestaram depoimentos, mediante condução coercitiva, sendo que um acabou detido. “Eles podem agora serem indiciados por receptação”, alertou o titular da Delegacia de Repressão ao Roubo e Furto de Cargas (DRFRV) delegado Juliano Ferreira.

Conforme as investigações da Delegacia de Repressão ao Roubo e Furto de Cargas (DRFRV), a quadrilha já havia sido identificada nos quatro ataques, realizados entre março e junho deste ano, sempre com a invasão de transportadoras e rendição dos funcionários, muitas vezes agredidos. “Os criminosos eram violentos”, constatou Ferreira.

Vídeo mostra operação da Polícia Civil