Polícia

Quadrilha desviava peças na planta da AGCO, no Noroeste do RS

Prejuízo com crime pode chegar a R$ 3 milhões

Prejuízo com crime pode chegar a R$ 3 milhões
Prejuízo com crime pode chegar a R$ 3 milhões Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP
Há dois dias a Polícia Civil de Santa Rosa atua em uma operação que desarticulou uma quadrilha responsável pelo desvio de peças e componentes de máquinas agrícolas produzidas na planta da AGCO, no Noroeste do Estado. Nessa terça-feira dois homens, pai e filho, foram presos na cidade vizinha de Santo Cristo, suspeitos de comandar as ações.

Cinco mandados de busca e apreensão ocorreram entre terça e quarta, nos dois municípios. Além das prisões, foram feitas apreensões em quatro estabelecimentos: três com alvará de funcionamento, e um clandestino. As peças e equipamentos que somam o equivalente a carga de três caminhões, estão sob posse da Polícia. A investigação ocorria há 30 dias.

Segundo o delegado Vilmar Alaídes Schaefer, a dupla era responsável pelo desvio e furto de peças, dentro da planta. Schaefer afirma que funcionários da empresa colocariam as peças em locais destinados a produtos para descarte e, durante o transporte, as peças eram capturadas. “No caminho, as peças era capturadas por intermediários, e há suspeitas de que os produtos eram revendidos ilegalmente, sem nota fiscal, aqui na região e no norte do país”, destaca.

Os suspeitos possuem lojas de compra e venda de peças novas e usadas, além de realizar reformas de colheitadeiras. Serão julgados por furto qualificado, estelionato e formação de quadrilha. O delegado destacou uma ação, em que 10 monitores teriam sido furtados de colheitadeiras, que estavam prontas para entrega, no pátio da empresa. Cada equipamento custa cerca de R$ 15 mil. Segundo a Polícia, o prejuízo da empresa pode chegar à R$ 3 milhões.

AGCO diz estar colaborando com investigações


Em nota, a AGCO informou que ainda não teve acesso aos autos do inquérito, porém está colaborando ativamente com a investigação. Reitera, também, seu compromisso e responsabilidade com a comunidade local, por meio de seu empenho na resolução deste caso de forma transparente e íntegra.

No final da tarde desta quarta, o Poder Judiciário concedeu liberdade provisória aos dois suspeitos, que estavam detidos no Presídio de Santo Cristo. O inquérito deve ser encerrado em 30 dias.