A Polícia Civil deflagrou na manhã de terça-feira (6) uma ação contra uma quadrilha especializada em roubos a motoristas de entregas, suspeita de praticar diversos crimes do tipo. A Operação Berlim cumpriu 46 mandados nas cidades de São Leopoldo, Gravataí, Sapucaia do Sul, Estância Velha, Alvorada e Porto Alegre.
Conforme a polícia, são 105 policiais civis envolvidos na ofensiva que cumpre, entre as ordens judiciais, 22 mandados de busca e apreensão, além de 12 prisões preventivas e temporárias, assim como a quebra de sigilos telefônicos, telemáticos e apreensão de veículos. A operação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Roubo e Furto de Cargas (DRFC) e busca desmantelar o grupo atuante na Região Metropolitana de Porto Alegre.
A investigação identificou que os criminosos monitoravam os veículos de transporte, e-commerce e cigarros, utilizando estratégias de vigilância e acompanhamento para escolher o momento mais oportuno para a ação criminosa. Foram identificados 12 indivíduos diretamente envolvidos no crime, exercendo funções distintas no grupo, incluindo os executores do roubo, receptadores da mercadoria, intermediários que negociavam com receptadores as cargas roubadas, além dos receptadores.
Segundo a Polícia Civil, com aumento do número de compras online e entregas realizadas pelas grandes plataformas de e-commerce, inclusive com contratação de motoristas particulares, quadrilhas têm surgido para se especializar nesta modalidade criminosa.
A delegada Isadora Galian, titular da DRFC, afirma que a Delegacia está empenhada no enfrentamento da criminalidade organizada. “Combatendo não apenas os autores diretos dos delitos, mas toda a estrutura criminosa que sustenta esta prática, desde o planejamento até a receptação e comercialização da carga subtraída, garantindo a responsabilização de todos os envolvidos”, afirma.
Segundo o delegado João Paulo de Abreu, Diretor do DEIC, ressalta a importância da ofensiva. Bbuscamos dissuadir a atuação de grupos criminosos organizados, reduzindo ainda mais os indicadores de crimes patrimoniais violentos, em todo o Estado do Rio Grande do Sul, em virtude de investigações criminais qualificadas, as quais certamente darão substrato a condenações no âmbito do Poder Judiciário”, conclui.