Polícia

Quadrilha lucrava mais de R$ 2 milhões com clonagem de cartões

Criminosos se passavam por técnicos para instalar máquinas em estabelecimentos comerciais

Quadrilha lucrava mais de R$ 2 milhões com clonagem de cartões
Quadrilha lucrava mais de R$ 2 milhões com clonagem de cartões Foto : Divulgação
A quadrilha que é alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira lucrava mais de R$ 2 milhões com a clonagem de cartões de crédito. Segundo o delegado Gabriel Figueiredo, os criminosos vendiam para pessoas do Rio de Janeiro os objetos por preços entre R$ 200 e R$ 500. Eles instalavam máquinas para colher informações de clientes em estabelecimentos comerciais e, com os dados, confeccionavam os cartões falsos.

“Em alguns casos poderia haver a conivência dos comerciantes, mas em muitos não havia. Os fraudadores se faziam passar por técnicos de manutenção”, explicou o delegado, afirmando que o lucro dos criminosos seria de R$ 200 mil por mês. Ele disse também que havia ramificações da quadrilha em Minas Gerais e no Amazonas.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta manhã em Pelotas, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Pelo menos seis pessoas foram presas – cinco no Rio de Janeiro e uma em São Paulo. Elas seriam líderes do grupo.

Três pessoas já haviam sido presas durante as investigações que começaram há pelo menos cinco meses. Elas foram detidas, em setembro, ao desembarcar na rodoviária de Porto Alegre, com cartões clonados e máquinas utilizadas para fraudar.

A operação teve início quando dois homens foram capturados no Rio de Janeiro por descaminho, em julho, em barreira realizada pela Receita Federal e pela Polícia Rodoviária Federal na cidade de Arroio Grande, próximo à fronteira com o Uruguai. Após investigações preliminares, foi constatado o envolvimento de outras pessoas também da cidade do Rio de Janeiro. Elas seriam responsáveis pela aquisição das mercadorias apreendidas e clonagem de cartões para pagamento. A Polícia Federal identificou diversos outros suspeitos de envolvimento nessa atividade, principalmente no Rio Grande do Sul, em São Paulo e no Rio de Janeiro. 
 
Confira as imagens de materiais apreendidos em setembro no Estado:





 

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