A facção é conhecida por matar traficantes de outros grupos, como forma de ganhar poder e espaço no tráfico de drogas. O grupo chegou a criar músicas em que ameaçam outros traficantes. “O objetivo da maioria das mortes era de eliminar a concorrência”, reforçou o delegado João Paulo de Abreu. Os presos serão indiciados por associação criminosa armada e corrupção de menores, já que a investigação apurou que seis adolescentes estão envolvidos com a criminalidade promovida pela facção. Os detidos que são suspeitos de serem autores de assassinatos também serão indiciados por homicídio doloso.
Desde outubro do ano passado, a disputa entre grupos na região resultou em 15 mortes. “É uma facção extremamente violenta, que além dos assassinatos também coagia testemunhas”, afirmou Abreu.
Na operação coordenada pela 3ª Delegacia do Departamento de Homicídios, ocorreu no Porto Seco e outras regiões dos bairros Rubem Berta e Sarandi, além de Gravataí e Alvorada. Na vila Vitória da Conquista, os policiais fecharam todo o perímetro do local para isolar a área e revistar as pessoas. O secretário de Segurança do Estado, Wantuir Jacini, e o Chefe de Polícia, delegado Emerson Wendt, também estiveram presentes na operação.
Cerca de 220 policiais civis participaram da Operação Factum. Com o apoio de 40 viaturas e um helicóptero, a Polícia teve como objetivo o cumprimento de 25 mandados de prisão preventiva e 41 de busca. Foram apreendidos três revólveres, uma garrucha, uma pistola, buchas de maconha e dinheiro sem procedência. Ao todo, são 17 presos com envolvimento com o mesmo grupo. Seis indivíduos já haviam sido detidos em uma ação anterior.
De acordo com o delegado a PC ainda pretende realizar outras oito prisões para completar o desmantelamento da facção. “No decorrer das investigações diversos homicídios apontaram ligações com o mesmo grupo, por terem autores e motivos similares”, relatou o delegado.