O criminoso morto em confronto com policiais catarinenses na divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina era mesmo gaúcho. Ele foi identificado como um foragido, de 30 anos, natural de Portão, tinha antecedentes criminais. Em fevereiro de 2013, o homem trocou tiros com um efetivo da Brigada Militar (BM) em Caxias do Sul e acabou preso na ocasião. Ele fugiu do regime semiaberto em 24 de novembro do ano passado do Instituto Penal de Caxias do Sul. O delegado Joel Wagner, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil do RS, já havia desconfiado que a quadrilha, responsável pelo assalto ao Banco do Brasil na cidade catarinense de Praia Grande, era gaúcha, o que acabou confirmando agora.
O ataque da quadrilha ocorreu nessa segunda-feira. Com o suspeito morto foram apreendidas uma submetralhadora, um fuzil e três espingardas, além de munição, um colete balístico, roupas, uma touca ninja e parte do dinheiro roubado da agência bancária. Outros dois assaltantes, provavelmente também gaúchos e armados de pistolas, estão refugiados nas matas da região de Itaimbezinho.
A BM e a Polícia Militar de SC uniram esforços e montaram uma grande operação de buscas na região. A caçada deve prosseguir neste final de semana na região. Além do criminoso baleado e morto, os policiais militares catarinenses acreditam que dois dos três bandidos que permanecem nos matos estão feridos.
Apesar de estarem com muitas roupas para se protegerem das baixas temperaturas, os bandidos já estariam extenuados pelo cansaço e falta de sono desde o começo da fuga. Segundo o delegado Joel Wagner, a desconfiança surgiu devido ao fato do Fiat Dobló, usado pela quadrilha, ter sido roubado no dia 14 de abril em Caxias do Sul.
O modo de agir dos ladrões, além das roupas e armamento, também reforçaram as suspeitas. “As armas e roupas apreendidas agora serão periciadas. Roubos a bancos anteriores poderão ser esclarecidos”, afirmou o delegado Joel Wagner.
Quadrilha suspeita de assalto a banco em SC era gaúcha
Polícia procura dois assaltantes que estariam refugiados na mata no Itaimbezinho