Polícia

Quadrilhas usavam bocas de fumo rotativas, revela delegado

Megaoperação na Lomba do Pinheiro prendeu 28 pessoas por tráfico de drogas

Operação da Polícia Civil terminou com a prisão de 28 pessoas
Operação da Polícia Civil terminou com a prisão de 28 pessoas Foto : Vinícius Roratto
Ousadia e esperteza eram as principais prerrogativas das quadrilhas que comandavam o tráfico de drogas na Lomba do Pinheiro em Porto Alegre. Na manhã desta segunda-feira, no entanto, os dias de livre comércio de entorpecentes terminaram em uma operação que prendeu no total 28 integrantes de facções do crime. Segundo o titular da 1ª Delegacia de Investigação ao Narcotráfico (1ª DIN) do Departamento Estadual de Investigação do Narcotráfico (Denarc), delegado Mário Souza, os criminosos utilizavam diversos lugares como pontos de venda. "Fechamos 50 bocas de fumo, que eram rotativas. Eles expulsavam os moradores dos imóveis e transformavam em locais de comércio de drogas", explicou em entrevista coletiva.

Outro detalhe revelado por Souza apontou que um dos líderes do tráfico na Lomba do Pinheiro fez uma denúncia contra o rival para a Polícia Civil. Esse telefonema foi acompanhado por pelo menos outros 299 avisos de moradores assustados com o comércio de drogas na região.


Polícia Civil contou com helicóptero, que fez sua estreia em operações contra crime / Foto: Polícia Civil / Divulgação

Na operação que marcou a estreia do helicóptero da Polícia Civil, mais de 600 agentes foram designados para prender integrantes de quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas. Hoje, a ofensiva conseguiu prender 16 pessoas, mas durante as investigações 12 já tinha sido presos. Dessa forma, a ação, denominada de Pax, terminou com 28 detidos.

Entre o material apreendido estão seis veículos, R$ 8 mil, 10 mil pedras de crack, 5kg de maconha e 1kg de cocaína. Mil munições de diversos calibres foram encontradas, além de coletes à prova de bola, rádios comunicadores e uma balança de precisão.

O delegado Mário Souza disse ainda que um dos líderes do tráfico de drogas na região era conhecido como "Dedo" e se caracterizava por ser violento. "Ele tentava se impor dessa forma. Era muito agressivo. Enquanto esteve em prisão domiciliar, comandava o comércio", esclareceu.

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