O comando da Brigada Militar garante que a situação não preocupa, já que a Fazenda se comprometeu a repassar o valor no dia 7 de novembro. "Foi apenas uma questão de processamento de folha e isto não altera nosso planejamento. Não há preocupação", disse o comandante da corporação, coronel Sérgio Abreu.
A mesma tranquilidade não é compartilhada pela entidade que representa os PMs gaúchos, a Associação Beneficiente Antônio Mendes Filho (Abamf). "O clima é de revolta. Desde maio o dinheiro era aguardado", explica o presidente da entidade, Leonel Lucas.
A ameaça de uma aposentadoria "em massa" ocorre no momento em que a Brigada Militar programa um concurso público para contratar cerca de 2 mil homens. O anúncio foi feito no dia 11 de junho pelo governador Tarso Genro. Nesta quarta, a BM informou que uma empresa responsável pelas provas está sendo contratada e que, até novembro, as inscrições já devem estar abertas.
Segundo o governo, das duas mil vagas, 600 serão destinadas a reforçar o efetivo do Corpo de Bombeiros, corporação que pede autonomia da Brigada Militar. O secretário da Segurança, Airton Michels, já afirmou que "o Estado não garante", mas vai tentar suprir o déficit nos próximos três anos e meio. De acordo com a pasta, não há convicção do Executivo sobre a separação dos bombeiros da BM. Tarso já encaminhou um estudo sobre o tema e recomendou debates com sociedade civil.