Polícia

Quase um ano depois, morte de Eliseu Santos ainda causa discórdia

Última rodada de depoimentos será na próxima quarta-feira

Quase um ano depois, morte de Eliseu Santos ainda causa discórdia
Quase um ano depois, morte de Eliseu Santos ainda causa discórdia Foto : CP Memória / Leandro Cabral
Na semana em que completa um ano, no dia 26, o assassinato do ex-secretário municipal da Saúde Eliseu Santos tem a última rodada de depoimentos, na quarta-feira, em clima de confronto entre autoridades. Onze pessoas foram indiciadas — sete estão presas. Foram ouvidas 70 testemunhas.

O Ministério Público Estadual pediu ao Tribunal de Justiça o afastamento da juíza substituta Rosane Michels. Segundo o promotor Eugênio Paes Amorim, o advogado de um dos suspeitos representou a magistrada em um processo, que chegou ao Superior Tribunal de Justiça.

Por meio da assessoria do TJ, Rosane afirmou que não se sente impedida e continuaria no caso. Após a última audiência, a magistrada irá decidir se denuncia ou não os indiciados.

A tipificação do crime também gerou divergência entre Polícia Civil e MP. Em 5 de abril, o MP anunciou que a morte de Eliseu fora execução encomendada. A Promotoria acusou e denunciou pessoas. Lembrou que imagens mostravam um dos suspeitos de correr em direção ao local do crime, com uma das mãos para trás, como se estivesse armado.

A Polícia Civil concluiu ter sido tentativa de assalto. Três suspeitos da morte foram presos. Em resposta ao MP, o então diretor do Deic, delegado Ranolfo Vieira Júnior, atual chefe de Polícia no RS, confirmava a tese de tentativa de assalto.

Ranolfo refutou a tese de execução e ainda acusou o MP de ter pressionado, um mês antes, os policiais a adotarem a versão de homicídio e não latrocínio. Os policiais civis se recusaram a fazer o que foi pedido. “Se alguém se apaixonou por uma tese não foi a Polícia Civil”, afirmou o então diretor do Deic. “Os policiais da Delegacia de Homicídios foram atrás da verdade”, enfatizou Ranolfo.


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