Segundo o sargento do 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM), Wagner Scherer, das cinco sepulturas, havia corpos em apenas duas. Eram dois homens e um deles foi identificado como Elisandro Teixeira Paiva. "Três foram usadas para teste, mas como havia rochas, ficariam muito rasas", relatou. De acordo com ele, um dos corpos estava em bom estado de conservação, o que indica que a morte ocorreu há pouco tempo. O outro já estava em decomposição.
O sargento informou ainda que a área é de preservação e fazia tempo que não era usada para "desova" de corpos: “É uma área de difícil acesso, com bastante vegetação e de terreno pedregoso. Propícia para a queima de arquivos", afirmou.
Pouco tempo depois, a BM encontrou dois corpos de mulheres em um mato na avenida Protásio Alves, na altura do número 10.900, na Vila Jardim Protásio Alves. Os policias chegaram ao local após uma denúncia. Um dos corpos estava carbonizado e o outro tinha marcas de tortura e degola, ferimentos feitos à faca. A primeira vítima foi identificada como Tais Pereira dos Santos, de 19 anos. Ela também foi ferida a facadas e estava sentada em uma cadeira.
A segunda vítima ainda não foi identificada. Para a BM, os crimes ocorreram recentemente - ou na noite dessa quarta-feira ou durante a madrugada. Conforme moradores da região, as duas mulheres estariam sendo ameaçadas e eram intimadas a deixar a vila. A polícia descarta qualquer ligação entre os corpos encontrados no bairro Jardim Carvalho.
Cinco sepulturas foram encontradas em área de preservação no bairro Jardim Carvalho | Foto: Pedro Revillion