Polícia

Quatro testemunhas do caso Roselani D'Ávila devem depor na Justiça hoje

Empresária é acusada de matar marido, irmã e sobrinha

Quatro testemunhas de acusação da empresária Roselani D'Ávila irão prestar depoimento ao juiz André Vorraber Costa na tarde desta segunda-feira, no fórum de Novo Hamburgo. Elas responderão às perguntas feitas pelo promotor da vara criminal responsável pelo caso, José Nilton da Costa. Ele já ouviu outras 20 pessoas, para tentar elucidar os motivos que levaram a empresária do ramo calçadista a matar o marido, a irmã e a sobrinha, de 6 anos, entre os dias 14 e 15 de abril do ano passado.

O promotor solicitou, na semana passada, que fossem feitos dois exames para complementar o laudo do Instituto Psiquiátrico Forense, que afirma a insanidade de Roselani. José Nilton da Costa quer saber qual o tipo de doença, e se ela já existia antes dos homicídios.

Caso

Em 14 de abril do ano passado, Roselani, então com 47 anos, matou o marido, de 54 anos, com uma facada no pescoço enquanto ele dormia na residência do casal, no 12º andar do Residencial Vitória Régia, na avenida Doutor Maurício Cardoso. A empresária escreveu 14 páginas de cartas sobre o seus problemas familiares e financeiros. Ela saiu para trabalhar, fazer compras e ainda foi à igreja.

No dia seguinte, 15 de abril, Roselani foi dormir no apartamento da irmã, Rosângela Radaeli de Freitas, no bairro Operário. Por volta das 4h30min, ela deu um golpe, com a mesma faca usada no dia anterior, no pescoço de Rosângela, que ainda conseguiu gritar para a filha Maria Francisca de Freitas, pedindo para chamar ajuda. Roselani executou a sobrinha e depois tentou suicídio. Ela permaneceu até 1º de maio internada no Hospital Municipal de Novo Hamburgo, quando depôs à Polícia Civil, depois foi encaminhada ao Madre Pelletier e, em seguida, para o Instituto Psiquiátrico Forense.

A alegação de Roselani é que, com a falência da empresa do ramo de calçados que ela possuía, restaram dívidas em torno de R$ 2 milhões, e a família estaria sofrendo. Ela justificou, em depoimento, que matou a facadas o marido, a irmã e a sobrinha para livrá-los desse sofrimento.