Um fato isolado. A avaliação é do comandante-geral da Brigada Militar, coronel Andreis Silvio Dal-Lago, ao analisar o caso da queima de pneus e bloqueio de trânsito nos bairros Azenha, Teresópolis, Nonoai e Cavalhada que resultou na detenção de 28 ativistas do Levante Popular da Juventude e colaboradores da Mídia Ninja. Conforme ele, trata-se de um grupo que não estava junto com os movimentos sociais no acordo firmado. “Estávamos monitorando-os tanto que todos foram presos”, afirmou, referindo-se à atuação do setor de inteligência da BM.
A prisão foi efetuada pela Brigada Militar no bairro Medianeiri no início da noite de quarta-feira, sendo apreendidos material como faixas, máscaras, câmeras fotográficas, querosene e gasolina, entre outros. Na Polícia Civil, 13 mulheres e 3 homens foram mantidos presos e encaminhados na manhã de ontem respectivamente à Penitenciária Feminina Madre Pelletier e à Cadeia Pública de Porto Alegre (antigo Presídio Central).
Eles serão indiciados pelos crimes de incêndio e associação criminosa. As outras 12 pessoas foram liberadas. Havia um adolescente entre o grupo detido pela BM que monitorou inclusive o protesto com queima de pneus na Azenha através de transmissão ao vivo feita pelo própiro grupo pelo Facebook.
Dois veículos com os indivíduos foram então abordados depois pelos policiais militares. O Levante Popular da Juventide e a Mídia Ninja criticaram as prisões e o tratamento da BM aos detidos, sendo acionados advogados para obter o relaxamento das prisões de todos.
Queima de pneus em Porto Alegre termina com 28 presos
Grupo bloqueou rua nos bairros Azenha e Teresópolis