A maconha sintética ganha cada vez mais espaço no cenário mundial. Produzida principalmente no sudeste asiático e nos Estados Unidos, a droga é fabricada em laboratório, cujos principais componentes ativos não são encontrados na natureza. É 100 vezes mais potente que a maconha natural e pode ser borrifado em ervas comuns como chás, erva-doce, orégano ou açafrão. Sem o cheiro característico da maconha, o material é de difícil fiscalização.
Não se sabe ao certo qual a composição, nem a concentração presentes nos produtos, tornando os efeitos imprevisíveis. O consumo provoca além de alucinações, cegueira, paralisia e até mesmo pode levar a morte dos usuários, conforme relatos divulgados na mídia. No Brasil, segundo informações encontradas na internet, essa substância vem sendo comercializada no mercado informal em pacotes de 3g a um custo de R$ 100. De acordo com esses dados, o produto apreendido é suficiente para produzir dois mil pacotes, rendendo aos traficantes algo em torno de R$ 200 mil.
Se a suspeita for comprovada, pode ser que ainda não haja punição criminal, caso a substância entorpecente ainda não se enquadre na lista de produtos com entrada proibida no Brasil. O material vai continuar apreendido e vai haver procedimento administrativo aduaneiro, já que a substância não havia sido declarada e foi transportada de forma oculta. O próximo passo, agora, é encaminhar o material para a análise pericial a fim de definir se o ato praticado pelos contraventores configurou ou não crime de tráfico internacional.