Polícia

Receita Federal apreende 420 kg de agrotóxicos estrangeiros em Capão do Leão

Produto ilegal estava em uma caminhonete escoltada por um outro automóvel e os dois motoristas, que são irmãos, foram presos

Os agrotóxicos devem ser destruídos e os veículos, após o processo, podem ser revertidos a patrimônio da União
Os agrotóxicos devem ser destruídos e os veículos, após o processo, podem ser revertidos a patrimônio da União Foto : Receita Federal/ Divulgação/ CP

Durante uma operação de repressão ao contrabando, a Receita Federal apreendeu uma carga de 420 quilos de agrotóxicos estrangeiros. A abordagem ocorreu na BR 116, em Capão do Leão, no Sul do Estado.

Durante a fiscalização dois veículos foram abordados de forma simultânea. Os dois viajavam associados de forma coordenada e tinham placas de Joinville, em Santa Catarina (SC). No compartimento de carga de uma caminhonete Nissan Frontier, os servidores localizaram dezenas de sacos de herbicidas, fungicidas e inseticidas de origem estrangeira, introduzidos clandestinamente no país e sem qualquer registro nos órgãos federais brasileiros de controle.

Um automóvel Honda Civic que trafegava à frente da caminhonete, como batedor, com o objetivo de monitorar a rodovia e alertar sobre a presença de barreiras policiais foi interceptado logo em sequência. O condutor do carro foi identificado como irmão do motorista que transportava a carga de agrotóxicos.

Os dois homens foram presos diante dos crimes ambientais e de contrabando. As mercadorias e os veículos foram encaminhados e apresentados à Polícia Federal para a devida apuração dos fatos na esfera penal. No âmbito administrativo, os veículos e a carga passarão por processo e estão sujeitos à pena de perdimento em favor da União, mas segundo informações da Receita Federal os envolvidos terão ampla defesa e direito a recorrer até a Justiça.

Se com a conclusão do processo os veículos forem incorporados ao patrimônio da União, eles poderão ser leiloados, doados a outros órgãos públicos. Já as mercadorias apreendidas, por serem agrotóxicos serão destruídas, respeitando a legislação ambiental.

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