Em todo o mundo, as autoridades policiais buscam identificar, monitorar e acabar com os criminosos que se escondem neste lado obscuro e sombrio da Internet. O FBI e a Interpol têm se dedicado à tarefa. No Brasil, a situação não é diferente. A Polícia Federal (PF) lidera as investigações cibernéticas. "A investigação na Deep Web exige conhecimento específico sobre redes de computadores, criptografia, ferramentas e métodos de busca nestes locais", afirma o coordenador do Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos da PF/RS, delegado Rinaldo de Souza. Segundo ele, a PF investe em treinamento buscando "formar servidores habilitados para realizar a investigação de crimes que tenham a Internet como ambiente".
A operação Dirty Net, deflagrada pela Polícia Federal em 2012 em 11 estados e Distrito Federal, incluindo o Rio Grande do Sul, foi um exemplo do trabalho realizado dentro da Deep Web. "Os criminosos utilizavam uma rede P2P privada para compartilhar arquivos de pornografia infanti"', recorda o delegado. Naquela ação foram presas 32 pessoas, sendo cinco gaúchos.