A Brigada Militar (BM) reforçou nesta segunda-feira o policiamento na parada 31 da avenida Bento Gonçalves, na região do Beco dos Cafunchos, no bairro Agronomia, após o incêndio criminoso de um ônibus da linha 376 Herdeiros, prefixo 3082, ocorrido na rua João Antônio Lopes, na noite desse domingo.
O comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente coronel Carlos Souto, explicou que o reforço de policiamento e ocupação da região é por tempo indeterminado. A mobilização tem apoio do Pelotão do efetivo da Operações Especiais do 19º BPM e também das Patrulhas Especiais (Patres) do 1º Batalhão de Operações Especiais (1º BOE). O setor de inteligência do 19º BPM foi igualmente acionado. Conforme o oficial, a atenção será redobrada sobretudo período noturno. Ele garantiu ainda a segurança da linha 376 Herdeiros, do consórcio Unibus, cujo temor de novos atentados fez com que as operações fossem suspensas no início da manhã, sendo retomadas somente com a presença dos policiais militares.
Carlos Souto suspeita que o fogo foi ateado no coletivo como um “recado” dado aos traficantes da área por algum grupo rival. A disputa pelo tráfico de drogas na área teria acentuado-se após a recente prisão do líder das bocas de fumo do local, conhecido como Teréu.
Conforme a Brigada Militar, um trio de homens armados desembarcou de um Celta, de cor vermelha, e mandou descer cerca de 30 passageiros, além do motorista e cobrador, do veículo. Em seguida, os três criminosos atearam fogo no coletivo, que ficou totalmente destruído. Um líquido inflamável foi usado para iniciar as chamas, combatidas depois pelo 1º Comando Regional de Bombeiros (1º CRB). Não houve feridos. O trio de suspeitos fugiu para Viamão. Policiais militares do 19º BPM realizaram buscas e deram alerta ao 18º BPM de Viamão. A Polícia Civil vai investigar autoria do atentado.
Já o consórcio Unibus havia divulgado uma nota sobre o ocorrido, expressando a “mais profunda indignação” com o ato criminoso. Segundo o documento, o “ato condenável trouxe insegurança e temor, tanto para a comunidade quanto para os rodoviários que trabalham na referida linha” e, devido à insegurança gerada com o fato, “a linha que conta com uma frota de seis ônibus, percorrendo 2.100 km/dia e transportando em média 4,5 mil passageiros, teve seu atendimento suspenso, tendo em vista que a integridade física dos usuários e rodoviários ficou comprometida”.
A empresa entrou em contato com os órgãos de segurança pública, no intuito de “buscar uma solução, que restabeleça a normalidade na comunidade, possibilitando o restabelecimento do atendimento de transporte público de passageiros por ônibus para essa comunidade”.
Reforçado policiamento em área onde ônibus foi incendiado
BM suspeita que fogo foi "recado" de grupo de traficantes