Polícia

República do Congo nega ter cônsul honorário no Brasil

Homem detido com o traficante Nem, no Rio de Janeiro, se identificou como ocupante do cargo

A Embaixada da República do Congo informou que não dispõe de cônsul nomeado no Brasil e que tampouco tem consulados no Rio de Janeiro e em São Paulo. Quem responde pelo país, no Brasil, é o diplomata Aimé Clovis Guillond, encarregado de negócios. O pronunciamento foi feito depois da notícia de que um homem, que se disse cônsul honorário do Congo, ser detido com o traficante Antônio Bonfim Lopes (Nem), na madrugada de hoje, no Rio de Janeiro.

Antes da manifestação da representação diplomática, a Embaixada da República Democrática do Congo disse desconhecer qualquer ligação com o traficante. A embaixada informou que aguardava dados da Polícia Federal para se manifestar oficialmente sobre o assunto.

Dois países distintos


A menção à região do Congo remete a dois países distintos. A República Democrática do Congo, com mais de 70 milhões de habitantes, é o país de língua francesa mais populoso. Na República do Congo, há pouco mais de 3,9 milhões de habitantes cujo idioma oficial também é o francês. Ambos os países são marcados pela violência e pelos conflitos internos.

Um cônsul honorário não precisa ser um diplomata de carreira nem funcionário do Ministério das Relações Exteriores. A função pode ser exercida por qualquer pessoa desde que nomeada pela representação diplomática do país. O cônsul não dispõe dos privilégios de diplomatas nem de carro oficial. Também não dispõe de imunidade diplomática. A função do cônsul honorário é fazer a intermediação do diálogo entre o país para o qual é designado e o Brasil.

Prisão de Nem

O Congo despertou a atenção dos brasileiros na madrugada de hoje, quando policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar prenderam o traficante Nem. De acordo com a polícia, ele chefiava o tráfico de drogas na Favela da Rocinha, na zona Sul do Rio de Janeiro, e era considerado um dos homens mais procurados do Rio.

O traficante foi capturado enquanto tentava fugir do cerco policial na comunidade, escondido no porta-malas de um Corolla preto. Militares relataram que ele estava em um carro no qual também se encontravam um advogado, um homem que se identificou como cônsul honorário do Congo e outro que se identificou como funcionário do consulado.

As informações são da Agência Brasil

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