Um jovem de 22 anos está detido no presídio do município desde 31 de maio. O delegado deve pedir a prorrogação da prisão temporária, cujo prazo encerra no final da próxima semana, ou mesmo a preventiva. Ele segue colhendo depoimentos e aguarda o resultado da quebra de sigilo telefônico da vítima, a fim de esclarecer a relação entre ela e o autor, e a motivação do crime.
A hipótese é de latrocínio, que é roubo seguido de morte, já que o celular de Marciele foi levado. O aparelho foi encontrado com uma mulher que indicou como o obteve e ajudou a polícia a chegar até o suspeito. Na casa dele foram encontrados o cartão de memória do celular e os objetos encaminhados para perícia. Um segundo suspeito chegou a ser preso, indicado pelo primeiro como autor do crime, mas foi liberado após conseguir um álibi, provando que, no dia do crime, estava em outro lugar.
Na manhã do dia 17 de maio, Marciele foi morta com 15 facadas a caminho da escola. O corpo foi encontrado à noite por familiares em um matagal próximo ao atalho que costumava usar, em um corredor próximo à BR 471. Não havia sinais de violência sexual e a mochila com o material escolar permanecia junto ao corpo. A polícia acreditava que se tratasse de um homicídio, mas passou a trabalhar com a hipótese de latrocínio no andamento da investigação.