O suposto artefato explosivo deixado no Túnel da Conceição na terça-feira é avaliado pelo Instituto Geral de Perícias. O órgão deve definir se o que provocou caos no trânsito do Centro de Porto Alegre ontem era uma bomba ou um material sem condições de representar risco para a população. Somente a partir do resultado pericial é que o responsável pela 17ª Delegacia de Polícia, André Mocciaro, definirá o rumo das investigações.
“Primeiro preciso saber o que eu vou investigar”, disse o delegado, que informou também que a conclusão da perícia não tem um prazo, mas não deve demorar muitos dias. A polícia ainda não tem suspeitos de ter depositado o material em um dos lugares mais movimentados da Capital. Conforme o caminho a ser definido pelas investigações, Mocciaro deverá ouvir testemunhas. Ele disse que mesmo se comprovado que o objeto não é explosivo, o responsável pode responder por crimes previstos no código penal.
Consequências
Com o bloqueio do túnel e parte do viaduto nos dois sentidos, o fluxo de veículos ficou bastante complicado em diversas regiões da cidade na tarde desta terça. De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o túnel ficou bloqueado entre às 14h e 16h e houve congestionamento em toda a avenida Oswaldo Aranha no sentido bairro-Centro e parte da Protásio Alves até o viaduto da Silva Só.
Também sofreram reflexos da lentidão trechos das avenidas Borges de Medeiros, Erico Verissimo e Ipiranga. Do outro lado do túnel, houve congestionamento nas avenidas Mauá, Castelo Branco, Voluntários da Pátria e Farrapos, além de ruas centrais próximas ao viaduto.
Além disso, 100 linhas de coletivos, incluindo ônibus e lotações de várias empresas, foram desviadas da região central em função do bloqueio do Túnel da Conceição. Pelo menos 150 agentes da EPTC trabalharam na operação.
Resultado de perícia de suposta bomba definirá rumo das investigações
Policia ainda não tem suspeitos de ter colocado artefato no Túnel da Conceição nesta terça