Polícia

Resultados da política de segurança pública devem aparecer em dois anos, diz secretário

Airton Michels disse que eixo entre Caxias e Porto Alegre concentra 70% dos crimes do RS e recebe atenção especial

Os resultados da política de segurança pública implantada pelo atual governo devem começar a aparecer em dois anos. A previsão é do secretário da Segurança Pública do Estado (SSP), Airton Micheles, em coletiva à imprensa realizada nesta sexta-feira, em Porto Alegre, acompanhado de toda a cúpula da pasta que inclui a Brigada Militar, Polícia Civil, Instituto Geral de Perícia (IGP) e Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). Segundo ele, os oito meses de governo não são suficientes para que sejam reduzidos imediatamente os índices de criminalidade.

Airton Michels destacou algumas ações importantes de prevenção e combate ao crime. Uma delas é resolver o problema crônico do superlotado Presídio Central de Porto Alegre. Outra iniciativa, já presente em vários presídios do Interior, é separar o apenado condenado do detento provisório, visando evitar a “contaminação” do último.

O secretário da SSP também enfatizou a importância do Programa Estadual de Segurança com Cidadania (Proesci) e lembrou que as ações policiais devem ser acompanhadas de ações sociais nas comunidades com os maiores indicadores de criminalidade. Airton Michels ressaltou ainda que uma atenção especial será dada no eixo entre Caxias do Sul e Porto Alegre, onde ocorrem cerca de 70% dos crimes de todo o Estado. Já dentro da Capital, os bairros Rubem Berta, Restinga, Lomba do Pinheiro e Cruzeiro do Sul serão os primeiros atendidos devidos aos altos índices de criminalidade. A introdução da chamada Polícia Comunitária fará parte destas ações.

O titular da SSP disse também que a solução da superlotação nas casas prisionais vai possibilitar que os apenados sejam efetivamente ressocializados por meio do trabalho e educação. Para ele, é impossível recuperar um preso sem resolver a superlotação carcerária, o que está sendo atacado com a previsão de novas vagas a partir de reformas e construção de novos estabelecimentos penais em andamento. Por outro lado, Airton Michels revelou que o Ministério da Justiça vai liberar R$ 1 bilhão para a construção de novos presídios no país.

Entre os crimes que mais preocupam o secretário estão os homicídios e latrocínios, mas recordou ainda a questão da violência doméstica contra a mulher e sobretudo o combate ao tráfico de drogas como uma das prioridades, além da melhora nas condições salariais dos servidores da SSP. A integração entre as forças policias foi parabenizada por secretário. Airton Michels previu ainda que a atual legislação penal, apontada como branda em muitos casos, terá de ser rediscutida mais adiante no país diante da realidade.