A Polícia Civil elaborou retratos falados dos dois executores dos irmãos Leo Antônio Genovêncio Maciel Júnior, 23 anos, e Diogo Pereira Maciel, de 29 anos, mortos na segunda-feira. Segundo o Romeu Karnikowski, do departamento de investigação da 1ª Delegacia de Polícia de Canoas, os desenhos foram feitos de maneira computadorizada com base nos relatos das testemunhas.
“Foram apresentados para eles alguns traços e eles escolheram os que mais se pareciam”, explicou o investigador. O delegado responsável pelo caso, Guilherme Pacífico da Silva, esclareceu que cada testemunha presta as informações separadamente e após isso é feito um confronto entre os desenhos. Só depois é feita uma varredura nos registros da polícia para procurar criminosos com as características descritas. "Isso é uma coisa rápida, pela noite, devemos divulgar os retratos" disse.
Conforme Karnikowski, um dos assassinos tem pele escura, é forte, com cerca de 1,80m e aparenta ter 20 anos. O outro é branco, magro, com olhos saltados e claros. Ele tem aparência de cerca de 18 anos.
A polícia deve ouvir outras testemunhas. A suspeita é que os criminosos sejam de Porto Alegre. Pacífico disse que teve acesso ao inquérito elaborado pelo Deic sobre a morte do pai das vítimas, o líder comunitário da Vila Chocolatão Leo Antônio Genovêncio Maciel, de 57 anos, morto em dezembro do ano passado. “Há uma vinculação direta entra as mortes”, disse. “Eles estava há apenas uma semana em Canoas. Houve coação.” O delegado disse que a polícia tem urgência em prender os responsáveis, porque “eles prometeram e cumpriram”.
A polícia suspeita que o mandante do duplo assassinato seja um traficante preso acusado de também mandar matar Maciel por contrariar interesses do narcotráfico com suas obras sociais.
O crime
No momento do duplo assassinato, seis pessoas estavam na casa da família Maciel, entre elas a mãe das vítimas e duas crianças de três e dez anos. As testemunhas relataram que um dos homens pediu para os familiares trancarem as crianças no banheiro. As vítimas foram levados para a cozinha, no fundo da casa, onde foram alvejados.
Retratos falados devem auxiliar na localização de assassinos de filhos de líder comunitário
Irmãos foram mortos na segunda-feira, em Canoas