Polícia

Réu apontado como líder de facção é julgado por homicídio de vigilante na zona Norte de Porto Alegre

Conhecido como Minhoca, réu é acusado de autorizar homicídio de Anderson da Silva Amaral em 2016

Minhoca chega a julgamento escoltado por Polícia Penal
Minhoca chega a julgamento escoltado por Polícia Penal Foto : Marcel Horowitz / Especial CP

Um homem considerado por forças policiais como líder da facção Bala na Cara é réu nesta segunda-feira por envolvimento no assassinato do vigilante noturno Anderson da Silva Amaral, de 29 anos, morto a tiros em julho de 2016, no bairro Mario Quintana, na zona Norte de Porto Alegre. A juíza Eveline Radaelli Buffon, do 1º Juizado da 2ª Vara do Júri, preside os trabalhos. Sete jurados formam o Conselho de Setença, sendo seis mulheres e um homem.

Não houve testemunhas em plenário, onde o registro de imagens foi proibido. Durante interrogatório, o acusado José Dalvani Nunes Rodrigues, conhecido como Minhoca, de 43 anos, negou envolvimento na morte do vigia. Ele está recolhido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), onde cumpre pena superior a 25 anos de reclusão.

A denúncia tem como base a delação de Douglas Gonçalves Romano dos Santos, ex-integrante do grupo criminoso, que foi executado no litoral de Santa Catarina em 2020. Outros quatro homens, que eram réus, também morreram no decorrer do processo. Um último suspeito foi impronunciado.

De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o réu, à época foragido no Paraguai, teria autorizado a execução por telefone. O crime, segundo os promotores Octávio Cordeiro Noronha e Francisco Lauenstein, teria sido motivado para vingar o homicídio do irmão de dois subordinados de Minhoca, que supostamente teria sido cometido pela vítima em 2003.

"Temos provas que vão além da delação, como áudios e transcrições de conversas. O réu, como liderança de facção, não apenas autorizou o crime, mas também ajudou a planejar o ato criminoso”, disse o promotor Francisco Lauenstein.

O advogado Jean Severo, que representa a defesa de Minhoca, enfatizou que seu cliente não teve participação no crime. Também questionou a validade do processo. “A defesa contesta a validade da prova. Foi uma acusação feita com base em uma delação ilegítima”, afirmou.

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