O secretário Estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, afirmou que a operação supera a Rio+20, em 2012, e o encerramento da Jornada Mundial da Juventude, em 2013, que reuniu milhões de pessoas e dois chefes de Estado sul-americanos Cristina Kirchner, presidente da Argentina, e Evo Morales, da Bolívia, além do papa Francisco. "A diferença é a natureza do evento. Temos um evento totalmente religioso e outro esportivo, que também atrai um número muito grande de pessoas. A natureza é totalmente diferente", comparou o secretário de segurança.
Cerca de 10 mil homens são da Polícia Militar e 9,3 mil militares, além de bombeiros, policiais federais, policiais rodoviários federais, guardas municipais, agentes da CET-Rio e da Força Nacional. Dentro dos estádios, a segurança privada da Federação Internacional de Futebol (Fifa) deve ter 1,6 mil stewards, e será reforçada também por policiais militares.
O reforço na segurança não será somente no entorno do Maracanã, mas também no Palácio Guanabara, onde uma cerimônia irá reunir os chefes de Estado que vão assistir ao jogo, entre eles a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. A Ilha do Fundão, a Fifa Fan Fest, o Sambódromo e até a cidade de Búzios, destino tradicional de argentinos no estado, também terão policiamento mais intenso. Na costa do estado, 25 embarcações da Marinha integrarão a operação.
De acordo com Beltrame, o planejamento prevê um cerco maior ao estádio duas horas antes da cerimônia de encerramento, que começa às 14h. "A preocupação é com o número de pessoas sem ingresso, com ingresso falso e de outros jogos que chegam cedo para procurar alguma vulnerabilidade", disse o secretário.
Reportagem em vídeo mostra detalhes do esquema de segurança: