O robô de última geração e de fabricação canadense era controlado à distância. Iron pode, por exemplo, destruir ou remover artefatos explosivos; filmar e fotografar; visualizar ambientes onde há criminosos com reféns; servir de canal de comunicação com viva voz para negociações; além de permitir que sejam acopladas armas e aparelho de raio-x.
A operação teve como objetivo integrar as ações de rotina em todas as áreas do Aeroporto Internacional Salgado Filho, com comando centralizado e troca de informações entre os órgãos. Os alvos das inspeções foram o narcotráfico, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, crimes fazendários, tráfico de pessoas, exploração sexual e crimes ambientais, entrada de produtos sem autorização ou certificação sanitária, riscos à saúde dos viajantes e trabalhadores e ameaças à aviação civil, além de coibir furtos e roubos, entre outros crimes.
Além da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a operação teve as participações da Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Civil, Brigada Militar, EPTC, Vigilância Agropecuária Internacional, Agência Nacional de Vigilância Sanitária e da Agência Nacional de Aviação Civil, passando de 200 pessoas envolvidas. Todos fazem parte da Autoridade Aeroportuária, que reúne órgãos e entidades públicas e foi criada em agosto do ano passado por decreto federal com o objetivo de organizar e coordenar as atividades nos aeroportos.
Salgado Filho
O Aeroporto Internacional Salgado Filho – com 37,6 mil metros quadrados – é o quinto maior ponto migratório do País e o terceiro em movimentação de passageiros internacionais. Cerca de 25 mil pessoas circulam por dia no local, além das 6 mil que trabalham nas mais diferentes áreas. Uma média diária de 200 voos tem sido registrada, com perspectiva de um crescimento de 10% na Copa do Mundo de 2014.
Robô Iron chamou atenção de quem circulou pelo aeroporto Salgado Filho / Foto: Arthur Puls