No depoimento, que durou seis horas e foi movido a cafezinhos, o sargento César Rodrigues chegou algemado à sala do promotor Amílcar Macedo. Ele foi liberado das algemas pelo próprio representante do Ministério Público. Na conversa, o depoente negou que tenha recebido propina para acessar os dados sigilosos. Segundo o advogado de Rodrigues, o cliente nunca foi negligente. "O depoimento dele não manchou, em nenhum momento, a farda da Brigada Militar. Ele foi vítima da armação do contraventor. Além disso, o policial nunca recebeu solicitação alguma dos assessores da governadora Yeda Crusius", argumentou.
Pereira informou ainda que Rodrigues possui mais de 15 cursos de investigação, o que o tornaria "um policial de interesse da sociedade". "Nenhum dado foi usado de forma indevida. As informações foram sempre usadas em prol da segurança", disse. O advogado observou que as investigações continuam e serão mantidas em sigilo. Ele garantiu ainda que muitas coisas que foram faladas são inverdades.
O advogado Adriano Pereira entregou o pedido de revogação da prisão preventiva de César Rodrigues ao promotor Amílcar Macedo. A requisição será analisada pelo juiz que decidirá na sexta-feira sobre a liberação ou não do sargento. A expectativa de Pereira é que o cliente seja liberado.
Com informações de Ieda Risco e Paulo Tavares