Depois de interceptar cerca de 26 mil ligações telefônicas ao longo de seis meses de investigação, a Polícia Civil identificou que os criminosos são suspeitos de terem roubado cerca de 150 carros no período. "Estamos bastante esperançosos por essa diminuição, até porque a nossa investigação durou cerca de seis meses. Até especializamos um órgão de Canoas para nos ajudar no monitoramento deste tipo de crime", explicou o titular do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), delegado Antônio Vicente Vargas Nunes em entrevista à Rádio Guaíba.
O bando agia principalmente em bairros nobres de Porto Alegre, como Mon’t Serrat e Moinhos de Vento. As investigações apontaram ainda que os veículos eram clonados, destinados para desmanches ou ainda enviados para outros estados, como Santa Catarina.
Durante a ação, foram apreendidos seis carros, documentos, placas de veículos, drogas, dinheiro e armas, como duas pistolas 9 mm, dois revólveres calibre.38 e duas espingardas longas. Além da Capital, a ofensiva ocorreu em Cachoeirinha, Canoas, Campo Bom, Charqueadas, Esteio, Nova Hartz, Novo Hamburgo, Osório, Portão, Sapucaia do Sul e São Leopoldo.
Um dos líderes da quadrilha estaria envolvido no assassinato do ex-secretário de Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, em fevereiro de 2010. O criminoso, porém, segue foragido, conforme explicou o titular da delegacia de Furto e Roubo de Veículos (DFRV) do DPM, delegado Thiago Lacerda. Ainda segundo ele, detentos do Presídio Central seriam responsáveis pela negociação dos carros roubados.
O bando também é suspeito de ter envolvimento com assaltos a banco, inclusive com o uso de explosivos – crime que tem sido comum em pequenas cidades da região da Serra gaúcha, principalmente, desde o início deste ano.