O observatório está instalado no 8º andar do prédio da SSP, na Capital, sendo vinculado à Divisão de Estatística Criminal, comandada pelo major Luis Fernando de Oliveira Linch. O órgão vai atuar em parceria com a Secretaria de Política para as Mulheres (SPM/RS).
O secretário da Segurança Pública, Airton Michels, explicou que o enfrentamento da violência doméstica é prioridade de sua gestão e lembrou que o observatório surgiu da necessidade ser criado um setor para as mulheres vítimas. 'Existiam crimes que não entravam nas estatísticas, como o de estupro, onde muitas vezes as mulheres não denunciavam', exemplificou, acrescentando que 'fatos ocorridos há alguns anos vieram agora à tona'.
Para Michels, o Observatório é 'um instrumento operacional e técnico para melhor produzir ações de enfrentamento a este grave problema'. Cada ocorrência em que as mulheres são vítimas, como ameaça, lesão corporal, estupro e femicídio, em geral cometido por seus companheiros, será analisada. Os dados serão repassados à Brigada Militar, à Polícia Civil, ao IGP e à Susepe.
Linch destacou que o observatório é 'um projeto inovador que não existe no país'. Segundo ele, a intenção é que as ações integrem todos os órgãos da SSP e também a comunidade, incluindo instituições e organizações não governamentais. O oficial acredita que mais vítimas deverão reportar os crimes.