Até o final do mês estará em funcionamento a Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos da Polícia Civil. O alto índice de crimes nessa área fez com que, em 2006, quando foi elaborado o plano de reestruturação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), fosse incluída uma delegacia específica para essa área. De acordo com o diretor do Deic, delegado Ranolfo Vieira Junior, o titular será o delegado Émerson Wendt, que há tempos vem coordenando cursos específicos sobre crimes praticados na Internet.
A Repressão a Crimes Informáticos ficará no prédio do Deic, em Porto Alegre. A estrutura, segundo Wendt, contará com quatro salas, computadores, que já foram conseguidos, além de cartório, setor de investigação, entre outros. Até o momento, ainda não foi decidido o número de agentes que serão lotados na especializada, mas acredita-se que não sejam muitos, pois grande parte das investigações será no campo virtual. "Investigaremos crimes cibernéticos e também aqueles que envolvem alta tecnologia", salientou Wendt.
Em uma entrevista ao Correio do Povo, em 2009, o agora titular da Repressão a Crimes Informáticos já alertava que, para navegar na Internet de forma segura, era necessário evitar a "síndrome do clique". Segundo Wendt, quem sai clicando em tudo que aparece na rede, como, por exemplo, e-mails e links que remetem a outras páginas, fica vulnerável ao que é chamado de fishing scan, que são armadilhas usadas por hackers para quebrar chaves de criptografia e, desta maneira, conseguir dados pessoais, número e senha de contas bancárias e número de cartões de crédito. "Sites de relacionamentos também são instrumentos perigosos", alertou. "O Orkut, por exemplo, é uma porta para roubo de dados e injúrias relativas à incitação de crimes, como racismo e homofobia".
RS terá delegacia de crimes virtuais
Área de combate estará concentrada em Porto Alegre