Conforme a Susepe, os bombeiros de regiões distintas do Estado exigem diferentes documentos para liberar a aprovação do PPCI. Além disso, a necessidade de fazer com que os documentos tramitem em mais de uma Secretaria também compromete a agilidade. O órgão garante que o processo visando a regularizar a situação de cada casa está em andamento, mas não dá prazo para a finalização.
O Estado registra quase 30 mil apenados e um déficit de aproximadamente cinco mil vagas. Em função disso, parte das casas de detenção recebe mais presos que o limite ideal. Em Bento Gonçalves, 56 foram liberados da prisão e passarão a usar tornozeleiras eletrônicas porque um incêndio atingiu o albergue do Presídio Estadual. A suspeita é que o fogo tenha sido provocado. Como não há vagas disponíveis, optou-se pelo monitoramento eletrônico. Em relatórios, o Ministério Público garante ter informado sobre riscos de fogo no local. Em Porto Alegre, presos rebelados puseram fogo no Instituto Penal Miguel Dario, na semana passada.