Segundo a Europa Press, o advogado do empresário considerou incoerente o pedido, pois acarretaria gastos tanto ao estado espanhol como ao brasileiro, além de invocar a constituição da Espanha, criticando as prisões brasileiras.
Sanfelice, que é filho e neto de espanhóis, afirmou ter sido torturado por 28 dias, quando ficou confinado em uma cela pequena e escura, com o piso alagado. Ele apelou à Justiça, justificando que durante o tempo em que esteve na prisão brasileira, presenciou 16 assassinatos. “A Polícia brasileira pediu-me 60 mil euros em troca de minha liberdade”, acusou o empresário. “Peço, imploro, suplico que me deixem ficar aqui, onde não me matarão e estarei perto do meu filho”, disse o empresário, que segundo a agência, estaria chorando quando fez o pedido.
Conselho de Ministros
No entanto, a última palavra em relação a extradição de Sanfelice será do Conselho de Ministros, que terá que se pronunciar sobre o caso. O empresário está condenado a 19 anos e três meses pelo assassinato de sua mulher, a jornalista Beatriz Helena de Oliveira Rodrigues, 43, ocorrido em 12 de junho de 2004. O corpo da vítima foi encontrado queimado dentro de um carro, no Santuário das Mães, em Novo Hamburgo.
Mesmo tendo denunciado o desaparecimento de Beatriz e participando de passeatas, onde levava cartazes com a foto da jornalista, com alegando pedindo “justiça e paz, o empresário foi preso uma semana após o encontro do corpo de sua mulher, como principal suspeito do crime. Após julgamento, ele foi condenado.
Ao passar para o regime semiaberto, o empresário conseguiu fugir. Foi preso por autoridades espalholas, o ano passado na localidade de Bullullos de la Mitación, em Sevilha. Sanfelice, de acordo com a Polícia Federal, estava na lista da Interpol.