Em Navegantes, outro ônibus foi incediado no bairro Machado por volta das 22h. Segundo a Polícia Militar, três coquetéis-molotov foram jogados nos pneus. Também em Navegantes, às 23h um coletivo foi atacado na rua José Olimpio Mianes. Foram jogadas bombas inflamáveis, mas o veículo não foi atingido.
Esses atentados se somam aos registrados entre a noite de segunda e a madrugada dessa terça-feira, quando três ônibus e uma viatura foram incendiados. Em Blumenau, o atentado aconteceu no local conhecido como Portal da Saxônia, no bairro Ponta Aguda. Após o desembarque dos passageiros de um coletivo, dois homens que estavam em uma moto alvejaram o veículo, forçando a saída do motorista e do cobrador. Em seguida atearam fogo. Eles chegaram a trocar tiros com policiais.
Em Florianópolis, outros três ônibus e uma viatura foram alvos de criminosos. Em um dos ataques, um homem armado invadiu e incendiou um coletivo da linha Tican-Lamin. Pouco depois, quatro homens abordaram um ônibus e ordenaram que os passageiros descessem. O terceiro atentado foi contra um ônibus que fazia a linha Canasvieiras-Cachoeira, na SC 401. Uma viatura da Polícia Civil, estacionada em frente à 2 DP, no bairro Saco dos Limões, foi incendiada por ocupantes de um Corsa. Com ajuda de vizinhos, agentes conseguiram controlar as chamas. Na perícia foi encontrada uma bucha encharcada de gasolina em cima do banco do passageiro. A DP teve a segurança reforçada. No sábado passado, um posto da PM em Palhoça, na Grande Florianópolis, foi alvejado a tiros.
Ontem à tarde, o governo do Estado anunciou medidas para evitar novos ataques. O policiamento será reforçado, haverá ações conjuntas de unidades especiais das polícias Militar e Civil em áreas consideradas críticas e o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) vai investigar e acompanhar essas ocorrências. Linhas de ônibus que foram alvo das investidas de criminosos terão escoltas durante a madrugada.
O secretário da Segurança de SC, César Augusto Grubba, disse que a polícia apura se os atentados têm relação entre si. Negou, porém, que o Estado vá solicitar auxílio do governo federal. Grubba disse não falar em sigla de facção criminosa para "não espetacularizar o crime".
"Reconhecemos que podem haver ações típicas do crime organizado com origem dentro do sistema prisional. No entanto, sabemos que muitas ações são praticadas por indivíduos e grupos que se aproveitam do contexto para realizar seus objetivos e interesses," disse o secretário. Ontem, foi anunciada a captura de dois suspeitos de alvejarem o presídio de Blumenau.