“Ele cumpria ordens. O destino que era dado às informações ele não sabia”, disse Pereira. Conforme o advogado, o sargento seguia orientações do tenente-coronel Frederico Bretschneider, que respondia a uma figura de alto comando no Palácio Piratini. Uma lista foi divulgada ontem com os nomes das pessoas que tiveram seus dados consultados pelo policial.
O promotor de Justiça Criminal Amilcar Macedo investiga a participação de outros dois funcionários nos acessos e também de uma assessora do governo Walna Menezes. Porém, conforme Pereira, o sargento não se reportava a ela: “Ele pode até conhecer, mas ele não se reportava a essa assessora”.
Ainda sobre a finalidade dessas consultas, o advogado afirmou que o sargento verificou placas de veículos do PT. “Pediram para ele fazer. Para ver se estavam seguindo a governadora ou algum assessor”, explicou.
Adriano dos Santos Pereira ingressou na 3ª Vara da Justiça Canoas com pedido de revogação da prisão preventiva do sargento. Hoje ele deve entrar com solicitação de um habeas corpus.