Faltando menos de um ano para ir para a reserva, o bombeiro Genildo de Souza, 48 anos, teve a carreira brutalmente interrompida. O sargento foi morto com um tiro no rosto na noite de sábado, quando chegava para trabalhar no Corpo de Bombeiros de Gravataí. O crime chocou os colegas de Souza, conhecido como um profissional dedicado e amigável.
Segundo o comandante dos Bombeiros de Gravataí, capitão Ben-Hur Pereira da Silva, o crime pegou de surpresa a corporação. “Ele era uma pessoa boa, dedicada e de bom relacionamento com os colegas”, afirma o capitão. Faltava cerca de oito meses para a aposentadoria do sargento.
Genildo de Souza atuava na unidade de Gravataí, localizada na ERS-030, há oito anos. No sábado, por volta das 19h45min, ele chegava no quartel para mais um turno. Ele estacionou o automóvel, um Siena, em frente ao quartel e aguardava a abertura do portão.
Conforme um soldado que testemunhou o crime, a vítima foi chamada por um homem que passava na rua e, logo depois, foi atingida por um disparo na altura do rosto. O colega correu para buscar uma arma e o autor do crime teria disparado contra ele também, mas sem sucesso. O homem conseguiu fugir.
O caso está sob investigação da 1ª Delegacia de Polícia de Gravataí e o Comando Regional de Bombeiros de Canoas também irá instaurar Inquérito Policial Militar. Segundo Ben-Hur, a testemunha só conseguiu visualizar que o autor dos disparo era um homem jovem. O sargento Genildo de Souza atuava na Defesa Civil e era morador de Alvorada. Ele deixa mulher e três filhos. O enterro do policial está marcado para as 14h30min, no Cemitério São Jerônimo, em Alvorada.
Sargento morto em Gravataí estava a oito meses da aposentadoria
Bombeiro Genildo de Souza foi assassinado sábado quando chegava ao trabalho