O subcomandante geral da Brigada Militar, Jones Calixtrato, disse hoje no programa Balanço Geral, da TV Record, que o vigilante Rodrigo Luciano da Luz, que manteve a ex-mulher em cárcere privado em Canoas, ameaçava matar Josiane Pontes caso a eletricidade da casa onde eles permaneceram por quase três dias fosse desligada. Calixtrato afirmou que em alguns momentos o homem se demonstrou agressivo e também muito consciente: “Ele disse várias vezes que sabia que estávamos ali para negociar e que iríamos desligar a luz. E que, se isso acontecesse, mataria a moça.”
O major Francisco Vieira, que também participou das negociações, ressaltou que a polícia tem conhecimento de que o sequestrador teria sedado a vítima. Ele apontou ainda que “com certeza, Luz estava sob efeito de anfetaminas”, já que passou todo o tempo acordado.
Sobre os momentos de tensão, Calixtrato mencionou que muitas pessoas ligavam para o vigilante no intuito de ajudar, mas acabaram atrapalhando e até atrasando o desfecho da operação. “Quando ele estava se preparando para sair, telefonaram dizendo que ele iria ser morto”.
O subcomandante da BM contou que foi necessário inclusive convencê-lo de que não havia ninguém no telhado da residência e que os ruídos que o sequestrador ouvia eram de um gato andando sobre a casa.
“Se a luz fosse desligada, ele iria matar a moça”, afirma Calixtrato
Vigilante teria sedado a ex-mulher durante sequestro em Canoas