Polícia

Secretário da Segurança considera posições do MP e da PC coerentes

Edson Goularte disse que o trabalho da polícia foi muito bem feito

O secretário da Segurança Pública, Edson Goularte, disse, nesta terça-feira, que considerou tanto a manifestação da Polícia Civil como a do Ministério Público sobre as investigações do assassinato do ex-secretário da Saúde Eliseu Santos coerentes. “O Ministério Público apresentou parte daquilo que foi o objeto do seu trabalho e a polícia também fez a defesa do seu trabalho, que foi muito bem feito”, explicou Goularte.

Ele acrescentou ainda que a sociedade precisa que as ações sejam harmonizadas para que ao final os culpados sejam levados aos tribunais. “Nessa área da segurança você deve ter calma para - no seu devido tempo - colocar as coisas nos trilhos, se por ventura elas tenham saído, que foi o caso”, disse.

Caso

Um embate entre o Ministério Público e a Polícia Civil começou quando o MP, após uma investigação paralela, concluiu que o crime contra o secretário foi execução e não latrocínio, hipótese confirmada pela PC. A promotora do caso Lúcia Helena Callegari chegou a dizer em entrevista coletiva ontem que se a polícia não tivesse trabalhado tão rápido, poderia chegar a outras conclusões.

O diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Ranolfo Vieira Jr., acredita que parte dos oito denunciados pelo Ministério Público podem ser inocentes. "Há pessoas presas que não têm ligação alguma com a cena do crime", afirmou. Segundo ele, o MP atropelou, desde o começo, os trabalhos ao decretar sigilo nas investigações da morte do ex-secretário. “Cabe somente à autoridade que preside a autorização, ou seja, a polícia, fazer as investigações", afirmou.

O delegado responsável pelo caso Bolívar Llantada afirmou que o MP pressionava para que a polícia não seguisse a linha investigativa de latrocínio. "Se alguém se apaixonou por alguma tese investigativa, sinto muito. Nós, em nenhum momento, nos apaixonamos por essa ou aquela vertente", disse.