Polícia

Secretário do Ministério do Turismo é preso pela PF

Frederico Silva da Costa está entre os 38 detidos na Operação Voucher

O secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, está entre os 38 presos na Operação Voucher da Polícia Federal (PF), que foi deflagrada na manhã desta terça-feira, em Brasília, São Paulo e Macapá. Ele foi levado à Superintendência da PF na capital federal.

Além de Costa, foram presos o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, um ex-presidente da Embratur, servidores do ministério e funcionários de uma ONG.

Em nota, a PF informou que há indícios de desvio de recursos públicos do Ministério do Turismo além de outras irregularidades em um convênio firmado entre o ministério e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável  (Ibrasi) , uma organização não governamental, para capacitação profissional para o turismo no Estado do Amapá (convênio nº 718467/2009 - MTur/IBRASI).

A operação, que teve início às 6h desta terça, teve a participação de 200 policiais federais, divididos em São Paulo, Brasília e Macapá, que cumpriram 19 mandados de prisão preventiva, 19 mandados de prisão temporária e 7 mandados de busca e apreensão.

Procurada pelo R7, a assessoria de imprensa do ministério disse ainda não ter informações sobre o caso, mas informou que o ministro Pedro Novais, que estava em São Paulo, já está a caminho da capital federal. A assessoria disse ainda que a pasta deve se pronunciar ainda hoje sobre o caso.

O Ibrasi, alvo das investigações, também foi procurado pela reportagem do R7. Os dois telefones informados em seu site oficial, porém, não pertencem ao instituto. O primeiro, de São Paulo, é de uma loja de tecidos. O segundo número, do Rio Grande do Sul, está desativado. A reportagem também enviou e-mails aos dirigentes solicitando esclarecimentos, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

Em seu site, o Ibrasi informa ser uma “instituição não-governamental, voltada para as questões e temas ligados à legislação sanitária e às ciências ambientais”. Teria como funções contratar profissionais nessas áreas para cursos, projetos e orientação aos membros do instituto em seus serviços de qualificação.

As pessoas envolvidas no esquema criminoso serão indiciadas, de acordo com as devidas participações, pelos crimes de formação de quadrilha, peculato e fraudes em licitação. As penas podem chegar a doze anos de reclusão.


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