Mesmo depois do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, ter reforçado o desejo de contar com o apoio da Força Nacional para ampliar a segurança na cidade, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) voltou a rechaçar a possibilidade nesta quarta-feira. Conforme o diretor do Departamento de Gestão Estratégica Operacional da SSP, tenente-coronel Luiz Dulinski Porto, durante o período de parcelamento de salários de PMs, apenas houve um “incremento das ações criminosas” em relação a meses anteriores.
“Fora de controle é uma coisa chamada caos. Caos é chamado desordem total e nós estamos muito longe disso aí. O que acontece que é houve um intensificação das ações criminosas, mas a Brigada Militar vai se reestruturar para poder combater estas ações”, assegurou. Porto salientou que o comércio, por exemplo, segue operando, mesmo com a sensação de medo ampliada.
A garantia dada pela Guarda Municipal, de assegurar o patrulhamento durante as 24 horas do dia em parques como a Redenção e o Marinha do Brasil, em Porto Alegre, foi destacada com uma das novas ações integradas das forças de segurança para reduzir a violência na Capital.
RS teve mais de um ataque a banco por dia após parcelamento
Pela manhã, durante agenda política, Fortunati garantiu que vai insistir diretamente com o governador José Ivo Sartori (PMDB) para que a Força Nacional de Segurança seja acionada como medida paliativa em meio ao momento de insegurança vivido pelos porto-alegrenses. “Eu não compreendo por que não se aceita a presença da Força Nacional de Segurança, que está disponível, sem que saia um centavo a mais do Estado, e que em 48 horas poderia estar aqui, devidamente preparada para isso”, defendeu.
Desde o início do parcelamento de salário dos servidores estaduais, em agosto, a média de ataques a banco passou de um por dia no Estado. Nos 31 dias de agosto, por exemplo, o Sindibancários contabilizou 34 ocorrências entre arrombamentos de agências, assaltos e explosões. O volume é recorde em dez anos, já que superou o de setembro de 2006, quando houve 29 ataques. Em setembro, pelo menos 14 ataques a banco ocorreram desde o dia primeiro do mês – uma média de 1,5 por dia.
Secretaria de Segurança rechaça pedir apoio da Força Nacional no RS
Diretor da SSP alegou que comércio continua funcionando, apesar de "sensação de medo ampliada"